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Artigos

Reigi Saho - Protocolo e Etiqueta Marcial

 

礼儀作法

REIGI SAHO

PROTOCOLO E ETIQUETA MARCIAL

O status social e a posição importam muito aos japoneses, pois a etiqueta e os bons modos são partes importantes da constituição desta sociedade desde tempos imemoriáveis. Em um ambiente marcial japonês é importante atentar para as regras de etiqueta, principalmente quando se estiver falando com alguém de posição mais elevada que você.

A antiga sociedade feudal japonesa podia ser dividida em três classes sociais: A dos superiores, a dos iguais e a dos inferiores. Se um samurai de baixa categoria estivesse tratando com um igual, ele usaria uma linguagem não formal. Caso estivesse pedindo um favor, tratá-lo-ia como se fosse um superior. Se fizesse o contrário, tratando-o como um inferior em suas maneiras, estaria insultando-o. Se o mesmo samurai de categoria baixa usasse de maneiras cordiais ou cotidianas com o seu senhor, estaria dando um exemplo chocante de falta de educação e poderia até ser castigado ou morto por isso. Estas regras de etiqueta se refletiram nos ambientes marciais (escolas, Dojo), chegando então até os nossos dias como forma de manter vivas as tradições.  

立礼

O cumprimento em pé (Ritsu rei)

O cumprimento com a curvatura do corpo é a saudação padrão e dependendo da profundidade da curvatura e da sua duração, pode–se dizer imediatamente quem é o superior e quem é o inferior dentro de uma estrutura social. Os semelhantes e os amigos podem curvar-se com pouco mais do que uma inclinação da cabeça informal, mas como com todas as coisas, uma situação formal requer um comportamento formal.

坐礼

O cumprimento sentado (Za rei)

A forma mais reverencial de cumprimentar é prostrar–se ao solo e toca-lo com a testa. Este cumprimento sentado é chamado de Za rei.

A origem do cumprimento Za rei é a corte japonesa. Quando um samurai era chamado à presença de seu senhor, ele se sentava sobre suas pernas no tatami e inclinava seu corpo em reverência, e só depois continuava sua conversa com o seu senhor, mantendo sua posição sentada (Seiza).

Uma curvatura e um cumprimento apropriados facilitavam uma reação satisfatória do seu Senhor, mais do que se simplesmente o costume ocidental de pedir desculpas.

O conceito de DOJO como um lugar cerimonial permaneceu no tempo e o REIGI SAHO desenvolveu-se. A educação sempre foi o forte da cultura oriental, e essa conduta está implícita na filosofia das Artes Marciais.

Devemos ter sempre em mente a conduta que adotaremos em nosso templo marcial.

Em primeiro lugar ao adentrar no ambiente de treino o praticante olha para as fotografias dos Mestres e faz uma reverência em pé (ritsu rei). Ele procurará manter uma atitude descontraída e tentará esquecer os seus problemas pessoais. Se no instante de sua chegada estiver acontecendo uma aula, o silêncio e uma atitude de respeito devem ser mantidos.

O DOJO é um local para aprimoramento do espírito, daí o necessário silêncio. Assim, espera-se que a aula acabe para daí trocar informações com o Mestre e os outros alunos. Vai-se ao vestiário para trocar de roupa. O uniforme deve estar impecavelmente limpo, demonstrando respeito e asseio. É importante o praticante estar limpo e cheiroso, pois do contrário trará sentimentos de aversão pelos companheiros. Uma vez dentro da área de treinamento, o praticante evitará conversar em voz alta, fazendo até leves exercícios se lhe convier, aguardando o início da aula.

Uma recomendação importante é em relação à pontualidade. O praticante deve estar na área de treinamento antes do Mestre. É extremamente desagradável ao Mestre ter de esperar retardatários para o início da aula. Finalizando a aula, feitos os cumprimentos ao KAMIZA (o altar do Mestre), a descontração é a palavra de ordem, sempre lembrando que se evitem os excessos. Ao sair do DOJO, cumprimente o KAMIDAMA (quadros dos Mestres), e saia sem dar as costas ao DOJO.

O discurso (como falar com o Mestre)

A linguagem é um barômetro da posição social. O idioma japonês tem diversos níveis de polidez e educação com o qual se pode falar. Há mesmo determinados verbos que são usados somente para categorias sociais diferentes. Isso foi refletido na conduta marcial e na conversa dentro do Dojo.

Portanto, ao dirigir–se a um superior, use da mais polida linguagem possível e evite ser confundido com alguém de má educação.

A audiência (como tratar uma conversa com seu Mestre)

Ao ter uma audiência com seu Mestre, deve haver a correta distância de proteção (um espaço equivalente a um bastão Bo – 1,80 metros).

Deve–se sempre se curvar formalmente ao Mestre em tal reunião e sentar-se no assoalho em posição de Seiza. Pode ou não existir uma pequena almofada para facilitar a postura. Uma vez dentro da sala onde se dará a audiência, o Mestre sentará invariavelmente em uma das extremidades do quarto. Ao ar livre, se uma audiência formal estiver sendo conduzida, haverá uma plataforma sobre o tatami ou uma cadeira. Às vezes, o Mestre pode sentar–se em uma varanda, quando necessitar atender um grupo maior de pessoas.

Etiqueta com uso de espada ou outra arma

No Dojo, a etiqueta também está presente no uso das armas (de treinamento ou reais).

Ao entregar uma espada ou outra arma a alguém, a pessoa de ranking superior usará uma única mão para recebê-la, a de ranking inferior ambas as mãos. Uma pessoa de ranking superior agarra a espada antes do Tsuba, perto do meio. O de ranking inferior recebe-a com ambas as mãos abertas, uma no cabo e outra na ponta. Isso é válido para todas as outras armas.

Quando se sentar ou se ajoelhar no tatami, deve–se manter a espada ou outra arma ao longo de seu lado direito.

(Shidoshi Rodrigo Müller)